8 de jan. de 2012

Não existe mais perseguição cristã?


Se você acha que sim, confira só essa notícia:

Berlim (Quinta-feira, 05-01-2012, Gaudium Press) Pela décima vez consecutiva, a Coreia do Norte ocupa a liderança, nada honrosa, de ser o país que mais persegue os cristãos em todo o mundo.

A classificação dos países que mais perseguem os cristãos é anunciada através de um relatório elaborado anualmente pela organização alemã "Open Doors" e que foi divulgado na quarta-feira, 04, na cidade de Kelkheim, no centro da Alemanha.

Segundo informa o relatório da "Open Doors", na Coreia do Norte os cristãos são tratados como inimigos do Estado, e calcula-se que entre 50 e 70 mil cristãos estejam internados em campos de trabalho forçados existentes no país.

Na relação dos "perseguidores de cristão" o Afeganistão ocupa o segundo lugar e é seguido pela Arábia Saudita e pela Somália.

Nos países que vivem a chamada "primavera árabe", o relatório afirma que a situação dos cristãos piorou. É, por exemplo, o caso do Egito: após a saída do presidente Hosni Mubarak, foram registrados vários ataques a igrejas e grupos islâmicos radicais promovem iniciativas de perseguição aos cristãos.

A "Open Doors" calcula que cerca de 100 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem perseguição por causa da fé cristã. Em muitos países, para não serem mortos, são obrigados a viver na clandestinidade.

Fonte: Cleofás

4 de jan. de 2012

O que é Adoração?




   Na bíblia hebraica o ato de adoração exprime-se sobretudo pelo verbo histahawah (curvar-se; inclinar-se profundamente). No grego correspondente a esse termo, da versão dos LXX e do Novo Testamento, significa prostrar-se, beijando o chão; venerar; adorar. Daí o termo proskynésis (oração).  Diante do divino, do sagrado e sublime que ele experimenta como sobre-humano, o homem se prostra: faz-se pequeno e submete-se.  No AT o único objeto da adoração é Javé (Ex 20, 3.5; Dt 5, 9; Sl 86, 9; 95, 6). Segundo o Novo Testamento o Pai procura quem o adore em espírito e verdade (Jo 4, 20-24; cf. Mt 4, 9s; Apoc 4, 10; 7, 11, etc). Mas ao mesmo tempo exige-se adoração para o Senhor glorificado (Fl 2, 10s; Hb 1,6; Apoc 5, 14; Mt 28, 9.17).
   Justiça seja feita. Devemos “dar a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 21c). E quando falamos em justiça, não queremos reduzir o termo a conceitos legalistas; falamos da justiça que vem do amor, pois só o amor dá sentido às coisas. “A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto’ (Lc 4, 8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6, 13).


   Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer “o nada da criatura”, que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que Seu Nome é Santo. A adoração do Deus Único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo”. (Catecismo da Igreja Católica, 2096).

   Quem adora a Deus O coloca como centro, fundamento e garantia de sua existência, e, livremente, O adora em espírito e em verdade, na fé e na vida, sem relação dicotômica entre estas, mas unidas e inseparáveis. O verdadeiro adorador é, não obstante suas limitações (comuns a todos os homens), ciente de que nada nem ninguém devem ocupar o lugar que é devido somente a Deus, e esse lugar é o primeiro e principal, antes de tudo e todos. Por isso o adorador reconhece sua realidade criatural e não se fecha em si mesmo; isso lhe ajuda a ser humilde abrindo-se à ação de Deus em sua vida, buscando incessantemente Sua Face amando-O e amando também o próximo. 
   “A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante do seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do espírito diante do Rei da Glória e o silêncio respeitoso diante do Deus “sempre maio”, como nos diz Santo Agostinho. A adoração do Deus três vezes Santo e sumamente Amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas”. (Catecismo da Igreja Católica, 2628).

   Movidos pelo Espírito todos nós devemos prestar a Deus um culto de adoração, por aquilo que Ele é, por Ele mesmo. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele prestarás culto” (Mt 4, 10). Para Ele se volta o nosso ser, n’Ele devemos crer e esperar e a Ele amar. Como cristãos o nosso ato de adoração se dirige a Deus, Uno e Trino. Adoramos igualmente ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Na profissão de Fé da Igreja, confessamos no Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que adoramos ao Deus que é Uno e Trino: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida [...] e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado [...]”.
          
   Podemos adorar a Deus na nossa oração (pessoal e comunitária), nas boas obras e pequenos sacrifícios que fazemos e sofremos oferecendo-os a Ele, e sobretudo, por excelência,  é o Sacrifício Eucarístico, um ato latrêutico (de adoração) o qual não nos dedicaremos a aprofundar agora. Na Missa oferecemos o culto perfeito de adoração que se dá ao Pai pelo Filho no Espírito, (a Trindade é adorada). Também adoramos Jesus Cristo que está presente real, verdadeira e substancialmente no Santíssimo Sacramento do altar. Por isso a presença do Senhor Sacramentado presente em tantas igrejas no mundo inteiro, nos convida a ir encontrá-lo para adorá-Lo, louvá-Lo e exaltá-Lo; e sem dúvida o Senhor não deixará de derramar sobre nós as Suas bençãos. A ele cantemos, mais também silenciemos e contemplemos, pois as palavras não são suficientes para exprimir essa sublime realidade da presença do Senhor em nosso meio. Mas tudo isso se dá na liberdade e no amor, pois quem muito ama muito dá, ou melhor, se dá; e quem pouco ama, pouco se dá. Amar é "doar-se sem medida”, como nos ensina a maior Santa dos tempos modernos e Doutora da Igreja: Teresinha do Menino Jesus.


   Vivendo no mundo pós-moderno, onde a cultura do ter e do “parecer ser” ocupam o que deveria ser primordial (Deus) na vida do homem, é preciso resgatar na cultura e na vida, a partir dos próprios cristãos, aquela atitude de amoroso reconhecimento e adoração do Deus que é Amor. O homem continua criando para si muitos deuses, substituindo o lugar único de Deus em sua vida.  E quão peculiar é a vida de oração, onde podemos adorar o Deus verdadeiro e saciar a nossa sede e a d”Ele, pois  Santo Agostinho nos diz: “Deus tem sede de que nós tenhamos sede d’Ele”. Nos ensina também São João da Cruz que ferida de Amor não se cura senão com amor, e Jesus está ferido de amor por nós e nos espera. A adoração, como pensam muitos, não nos tira os pés do chão deixando-nos alienados das ocupações terrenas, ela nos coloca em contato e intima união com Deus e abre-nos às realidades celestes e terrenas, levando-nos a amar a Deus e ao próximo como exigência radical da fidelidade ao Evangelho. Na sua Carta Apostólica Mane nobiscum Domine, somos chamados, pelo saudoso Papa João Paulo II a recostar a cabeça sobre o peito de Jesus, em atitude amorosa de adoração eucarística. É um desafio fomentar na vida dos fieis a importância da adoração eucarística. Como falar disso nos tempos hodiernos? Diante da secularização, globalização, fragmentação e relativismo, como testemunhar? Reflitamos!
   “Quando se fala de Deus, fala-se de um ser constante, imutável, sempre o mesmo, fiel, perfeitamente justo. Daí decorre que nós devemos necessariamente aceitar suas palavras e ter nele uma fé e uma confiança plenas. Ele é Todo-Poderoso, clemente, infinitamente inclinado a fazer o bem. Quem poderia deixar de pôr nele todas as suas esperanças? E quem poderia deixar de amá-lo, contemplando os tesouros de bondade e de ternura que ele derramou sobre nós? Daí esta fórmula que Deus emprega na Sagrada Escritura, quer no começo, quer no fim de seus preceitos: ‘Eu sou o Senhor’.” (Catecismo Romano, 3,2,4).
   Ecoa em nossa mente e coração o que disse Jesus: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 5, 5). Prostremo-nos, então diante d’Ele, entreguemo-lhe a nossa vida e demos honra e glória, louvor e gratidão, e peçamos-lhe que nos dê a sua graça e sua benção “porque tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória pelos séculos. Amém!” (Rm 11, 36).


Cláudio Amorim 
Seminarista da Arquidiocese da Paraíba

30 de dez. de 2011

Comunidade evangélica se converte ao Catolicismo

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex e de sua comunidade evangélica.

O ex-pastor Alex Jones

Aconteceu nos Estados Unidos. A "Igreja Cristã Maranatha" ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, o imóvel está à venda.
Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.

"Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele", disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. "Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido". Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja.

Gradualmente a congregação foi deixando o culto evangélico e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os 9 passos. Linda explica: "Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: 'ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!'".

O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado "Catholic Answers" ('Respostas Católicas'), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave: "Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?" O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco: nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa." (I João 1-4)

Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. "Aquilo fazia sentido", disse o pastor Jones: "Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja". "Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente", declarou ele ainda.

No começo do verão de 1998, o pastor Jones decidiu reativar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva em sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de celebração eucarística todos os domingos. "Minha congregação achava ridículo", recorda ele. "Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente". Jones leu o livro "Cruzando o Tibete", de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Batismo e a Eucaristia. Mais tarde pode conhecer este autor no Seminário do Sagrado Coração em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente.

Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. Ao estudo da Bíblia somou-se o estudo da Patrologia, do Catecismo, da Virgem Maria e os santos, do Purgatório, da Teologia Sacramental... "Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (somente a Bíblia), que representa o coração e a alma da fé protestante", diz Jones. Parte do povo começou a abandonar a congregação. Relata a sobrinha de Jones: "A cada domingo eu ia para casa e dizia: 'este foi o último; não volto mais". Mas como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando sempre, e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido para ela também.

Vídeo do testemunho emocionado de Alex Jones: "Como encontrei a Verdade na Igreja Católica":

No processo de mudar o culto da Comunidade Maranatha, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: "Por quê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correta: a Igreja Católica!" "Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica. Todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto." A SITUAÇÃO DA ESPOSA "Parecia uma coisa temporária. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado", diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex.

"Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria", completa ela: "Quando começou a abraçar essa fé, eu disse: 'Tem alguma coisa errada aqui'"... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: "Precisava de 'munição' para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou acontecer no meu coração".

No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), se encontrou com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranatha, e respondia às muitas perguntas sobre a doutrina. Por quase 10 anos, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras, e os dois ficavam juntos por 4 ou 5 horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: "Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...". Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: "Então o Espírito Santo me falou ao coração: 'Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo'".

Exatamente 8 meses depois, numa tarde, Donna se dirigiu ao seu marido e nunciou: "Eu sou católica!". Depois disso, Alex Jones concluiu: "Este é definitivamente um trabalho do Santo Espírito! Quando me foi revelado que esta era a sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo".

Para formalizar a sua conversão, a Congregação Maranatha vêm se comunicando com a Arquidiocese de Detroit há mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela, pois há muito a ser estudado, como a situação dos casados pela segunda vez e as posições que serão adequadas para os ministros da Maranatha dentro da Igreja Católica. Por enquanto, há a possibilidade de o ex-pastor Alex Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono. Ex-pastores casados convertidos têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa "igreja carismática episcopal" antes de se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, ele recebeu permissão de Roma para se tornar padre e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração, para começar 3 anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.

O resultado da votação dos líderes da Congregação, a favor da conversão à Igreja Católica, foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: "Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!"...


Assista o testemunho completo do ex-pastor Alex Jones:
http://vozdaigreja.blogspot.com/2001/12/sou-catolico-depoimento-do-ex-pastor.html

Leia mais sobre o caso de Alex Jones ( artigo em inglês):
http://www.catholiceducation.org/articles/apologetics/ap0077.html

26 de dez. de 2011

Santo Estevão, Protomártir


Hoje, 26 de dezembro, a Igreja comemora o dia de Santo Estevão, a quem se chama "protomártir" porque foi o primeiro mártir de toda a história católica. Santo Estevão é um dos sete primeiros Diáconos nomeados e ordenados pelos Apóstolos; falou e defendeu muito bem Jesus, o que entre os judeus gerou certo desconcerto. Por tal razão, a tradição assinala que foi levado ante o Tribunal Supremo da Nação, o Sanedrín, para ser acusado com falsas testemunhas, os quais argumentaram que Estevão afirmava que Jesus ia destruir o templo e a acabar com as leis de Moisés. (At 6)

Entretanto, o santo não se atemorizou, e pelo contrário, pronunciou um impressionante discurso no qual foi recordando toda a história do povo do Israel (At 7) e através do qual exortou aos judeus a retificar, repreendendo-os por ter chegado ao extremo de não só não reconhecer ao Salvador, mas também de havê-lo, além disso, crucificado.

Cheios de ira, estes o arrastaram fora da cidade e o apedrejaram. O seu martírio ocorreu entre o ano 31 e 36 da era cristã.

Os que o apedrejavam deixaram seus vestidos junto a um jovem chamado Saulo (o futuro São Paulo, que se converterá pelas orações deste mártir) e que aprovava aquele delito. Enquanto o apedrejavam, Estevão dizia: "Senhor Jesus, recebe meu espírito". E de joelhos disse com forte voz: "Senhor, não lhes leves em conta este pecado". E dizendo isto, morreu.

Os cristãos o resgataram e deram a seu corpo digna sepultura.

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At 7, 51-60:
'Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, resistis sempre ao Espírito Santo, vós sois como os vossos pais. Qual dos profetas não perseguiram os vossos pais, e mataram os que prediziam a vinda do Justo que vós agora traístes e assassinastes? Vós que recebestes a Lei promulgada pelo ministério dos anjos e não a guardastes'. Ao ouvirem estas palavras, exasperaram-se nos seus corações e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, cheio do Espírito Santo, tendo os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus e disse: 'Vejo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus'. E levantando um grande clamor, fecharam os olhos e, em conjunto, lançaram-se contra ele. E lançaram-no fora da cidade e apedrejaram-no. E as testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um jovem, chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão que invocava Deus e dizia: 'Senhor Jesus, recebe o meu espírito'. Depois, tendo posto os joelhos em terra, gritou em voz alta: 'Senhor, não lhes contes este pecado'. E dizendo isto, adormeceu".

Santo Estevão, rogai por nós!

22 de dez. de 2011

“Jesus Potter, Harry Cristo”


Será que foram longe demais? Acho que não, né?......
Confira a reportagem:


Escritor Derek Murphy acaba de promover o lançamento de seu novo livro, que estará disponível no final de dezembro. Obra explora as semelhanças e as relações entre Jesus e Harry Potter. “Jesus Potter, Harry Christ”, que tem como subtítulo “a fascinante história do Jesus literário”.

Desde já ele está criando polêmica com “Jesus Potter, Harry Christ”, que tem como subtítulo “a fascinante história do Jesus literário”.Sua conclusão é que a única diferença entre Harry Potter e Jesus Cristo é que Jesus tem tradicionalmente sido considerado por seus seguidores um personagem histórico.


Segundo a editora, o livro “não é principalmente sobre Harry Potter, mas sobre a história religiosa, a mitologia astrológica, o simbolismo esotérico e a tradição literária de Jesus Cristo. O título apenas se refere ao argumento central deste livro: Jesus Cristo e Harry Potter têm muito em comum. O aspecto principal é o fato de que ambos são construções literárias, ou em outras palavras, personagens de ficção.

Derek Murphy, que estudou teologia na ilha de Malta e está agora na Ásia, fazendo doutorado em literatura comparada, afirma:

“Eu sempre fui um grande fã de Harry Potter. Como eu estava fazendo minha pesquisa sobre religião e literatura esotérica, descobri tantos paralelismos entre Harry, Jesus e as fontes ainda mais antigas. Fiz a minha tese de mestrado sobre a influência mística tanto em Harry Potter quanto na literatura bíblica. O mais fascinante, especialmente à luz da controvérsia em torno do livros de Harry Potter (que promoveriam a feitiçaria e o satanismo entre as crianças, etc), é que estas semelhanças vêm sobretudo de fontes pré-cristãs”.

O fato de no final da saga, que reúne 7 volumes, onde Harry acaba morrendo uma morte sacrifical e ressuscita para derrotar de uma vez por todas seu arqui-inimigo, Valdemort, contribui muito para as comparações e paralelos. Cerca de uma dúzia de outros livros sobre a relação entre Jesus e Harry Potter já foram publicados. A maioria é de autores cristãos ansiosos em ajudar a suavizar a tensão entre a popularidade de Harry e as comunidades conservadoras que desejam denunciá-lo como agente do mal. ”Jesus Potter, Harry Christ” porém, é um livro para mudar esse jogo, defendendo que as semelhanças entre Jesus e Harry não fazem Harry mais “santo” – apenas tornar Jesus mais obviamente fictício. ”A verdadeira questão que precisamos fazer não é se Harry Potter é uma ‘figura de Cristo’ (semelhante a um salvador histórico religioso), mas se Jesus Cristo é uma” figura de Potter “(um redentor, criado a partir de símbolos mitológicos e filosóficos), argumenta o livro




O livro será lançado em 21 de dezembror (solstício de inverno e aniversário do autor). Conheça melhor o material em www.jesuspotterharrychrist.com

FONTE:http://www.ogalileo.com.br

21 de dez. de 2011

Pergaminho de 2 mil anos com os Dez Mandamentos exposto em NY





O manuscrito mais antigo e conservado com as mensagens dos Dez Mandamentos que Moisés recebeu no Monte Sinai, está exposto no Museu Discovery de Nova York.

Escrito em hebraico, o pergaminho de mais de 2.000 anos possui aproximadamente 45 cm de comprimento por 7 cm de largura e faz parte da exposição mais ampla sobre os manuscritos do Mar Morto, que inclui mais de 500 objetivos cedidos pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês).

O documento foi descoberto em 1954 e, segundo o Museu Discovery, faz parte de uma coleção de mais de 900 peças encontradas ao longo dos anos 40 e 50 em uma gruta de Qumran, região situada próxima ao Mar Morto. Os manuscritos, também escritos em aramaico e grego, além de hebraico, são os documentos mais antigos encontrados sobre a vida na Judeia.

Segundo o museu nova-iorquino, “os Dez Mandamentos são as regras que constituem os pilares da moralidade e da lei do mundo ocidental”, destacando que o texto “reúne e define como os homens e as mulheres devem trabalhar e viverem juntos sob sua fé em uma sociedade civil”. Essa é a primeira vez que esse pergaminho será exposto em Nova York.

A peça, que contém fragmentos do Deuteronômio, é datado entre os anos 50 e 1 a.C. e é um dos dois únicos manuscritos antigos com os Dez Mandamentos que existem atualmente. Apesar do tempo de existência, o Museu Discovery confirmou que o estado de conservação do manuscrito é “excepcional”, apesar de ser feito com um material tão frágil como a pele de um animal, ou seja, muito vulnerável à umidade, a luz e as variações na temperatura.

O outro manuscrito, conhecido como o Papiro Nash, está armazenado na Universidade de Cambridge. O pergaminho dos Dez Mandamentos poderá ser visto até o próximo dia 2 de janeiro, enquanto o resto da exposição, que foi inaugurada 28 de outubro, permanecerá aberta até o dia 15 de abril de 2012.

Fonte: http://gaudiumpress.org/content/32264