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15 de ago. de 2012

Quaresma de São Miguel Arcanjo

Paz e Bem, amados!
Hoje(15) inicia-se a Quaresma de São Miguel Arcanjo. Nunca ouviu falar? Confira:

6 de jun. de 2012

História da Solenidade de Corpus Christi


No final do século  XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a  Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do  Corpus Christi.

Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus apra propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.

Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparêncai de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV.

O bispo  Roberto focou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome  João escrevesse o  ofócio para essa ocasão. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.

Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa  da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu o costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.

O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está  Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a  Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais -onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes  e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do  decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o  Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de  Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o  Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo,  seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: http://www.acidigital.com

31 de mai. de 2012

“A castidade é a menos popular das virtudes cristãs” (C. S. Lewis)



(Este post é uma livre adaptação de um texto do escritor C.S. Lewis)


A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: ou o casamento, com fidelidade completa, ou a abstinência total. Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou.
Muitos dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas más em si. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo – que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso (após a Segunda Vinda de Cristo) e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia. O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos.
Porém, devido ao pecado original, herdamos organismos que, sob esse aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firme vontade de superá-las.
Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para os cristãos de hoje, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando dizia “ó Senhor, fazei-me casto”, seu coração acrescentava secretamente as palavras: “Mas, por favor, que não seja agora.” Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há dois motivos que tornam especialmente difícil desejar – quanto mais alcançar – a perfeita castidade:
  • a ideia de que todo desejo sexual que sentimos é “saudável” e “natural”;
  • a crença de que seguir a castidade cristã é impossível.
Vamos refletir sobre estes dois pontos a seguir.

Todo desejo sexual que sentimos é “saudável” e “natural”?

Os demônios que nos tentam, a mídia e a mentalidade dominante podem nos levar a pensar que os desejos aos quais resistimos são tão “naturais”, “saudáveis” e razoáveis, e que não faz sentido resistir a eles.
Cartaz após cartaz, filme após filme, romance após romance associam a ideia da libertinagem sexual com as ideias de saúde, normalidade, juventude e bom humor. Essa associação é uma mentira. Como toda mentira poderosa, é baseada numa verdade – a verdade reconhecida pela Igreja de que o sexo (à parte os excessos e as obsessões que cresceram ao seu redor) é algo positivo. A mentira consiste em sugerir que qualquer ato sexual que você se sinta tentado a desempenhar, a qualquer momento, seja saudável e normal.
Isso é estapafúrdio sob qualquer ponto de vista concebível, mesmo sem levar em conta o cristianismo. Para qualquer tipo de felicidade, mesmo neste mundo, é necessário comedimento. Logo, a afirmação de que qualquer desejo é saudável e razoável só porque é forte não significa coisa alguma.

Seguir a castidade cristã é impossível?
Imagine que você está diante de uma prova muito importante. Então, aparece ali uma questão dissertativa muito difícil, e você sabe que está despreparado para respondê-la. O que você faz? Desiste de responder a questão, ou tenta fazer o melhor que puder?
Só uma pessoa muito imbecil deixaria de tentar. Afinal, você poderá somar alguns pontos mesmo com uma resposta imperfeita, mas não somará ponto algum caso deixe de responder. Da mesma forma, devemos agir com a proposta cristã de uma vida casta: mesmo sabendo de nossas limitações, não devemos desistir jamais; devemos fazer o melhor que pudermos.
Pense numa situação ainda mais crítica: você está no mato, quando surge uma onça enorme. Ok, é bem provável que ela te coma. Mas e daí? Vai ficar parado pensando: “sou fraco diante dela, nem adianta resistir”, ou tentará correr, subir numa árvore ou procurar um pau ou pedra pra se defender? Se você reagir, terá alguma chance de viver (há vários casos documentados).

Muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seguir a castidade porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). Porém, quando uma coisa muito importante precisa ser tentada, não se deve pensar se ela é possível ou impossível; a pessoa deve fazer o melhor que puder. O homem é capaz de prodígios quando se vê obrigado a fazê-los.
A castidade perfeita – como a caridade perfeita – não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo.
Por mais importante que seja a castidade, esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.

Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito. (São Mateus 5,48)
Para encerrar, apesar de eu ter falado bastante a respeito de sexo, quero deixar tão claro que o centro da moralidade cristã não está aí. Se alguém pensa que a castidade é o vício supremo, essa pessoa está redondamente enganada. Os pecados da carne são maus, mas, dos pecados, são os menos graves. Todos os prazeres mais terríveis são de natureza puramente espiritual: o prazer de provar que o próximo está errado, de tiranizar, de tratar os outros com desdém e superioridade, de estragar o prazer, de difamar. São os prazeres do poder e do ódio.

Isso porque existem duas coisas dentro de mim que competem com o ser humano em que devo tentar me tornar. São elas o ser animal e o ser diabólico. O diabólico é o pior dos dois. E por isso que um moralista frio e pretensamente virtuoso que vai regularmente à igreja pode estar bem mais perto do inferno que uma prostituta. E claro, porém, que é melhor não ser nenhum dos dois.


Fonte: O Catequista

24 de abr. de 2012

A Existência de Deus


"Ninguém afirma: “Deus não existe” sem antes ter desejado que Ele não exista". Joseph de Maistre (filósofo).


Deus é o nosso Criador. É muita vaga a resposta de uma pessoa que diz não acreditar em nada, no mínimo vai se questionar como estamos aqui e para que finalidade, o ser humano não pode ter surgido do nada e o universo não pode ter sido obra do acaso.

Deus é aquele que é. Quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu: "Eu Sou aquele que É" (Êxodo 3,15). Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: "Antes que Abraão fosse, Eu Sou" (Jo. 8, 58). Os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo “Eu Sou” Ele se dizia Deus. Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de Deus, Ele lhe respondeu: "Eu Sou" (São Lucas 22,70). E Caifás entendeu bem que Ele se disse Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara afirmando-se Deus.

De acordo com a filosofia de São Tomas de Aquino com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via - Primeiro Motor Imóvel
Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via - Causa Primeira
Para todo efeito existe uma causa. Nada pode ser causa de si mesma, porque teria que ser anterior a si mesma. Portanto neste mundo visível as causas se sucedem de forma eficiente, como por exemplo a chuva é causada pela evaporação que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol. Se as causas fossem indefinidas não existiria a primeira causa, ora as coisas existem, logo tem de existir uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada. Deus é a causa das causas não causada, Deus teve que criar o Sol, para que ele fosse causa do calor (exemplo acima).

Terceira via - Ser Necessário
Os seres da natureza existem, mas poderiam não existir, são finitos, houve um tempo que não existiam, porque seria impossível que tenham sempre existido. Contudo, se nesse tempo nada existia, também nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode existir em virtude de um ente já existente (como na questão “Quem veio primeiro, o ovo, ou a galinha?”), é necessário que algum ente já exista para dar existência a todas as coisas. Esse ser tem em si mesmo razão de sua existência, porque se não tivesse também dependeria de outro ente para existir, logo, tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Este ser necessário é Deus.

Quarta via - Ser Perfeito
Quando comparamos as coisas e dizemos que uma é mais bela do que a outra, por exemplo, só podemos dize-lo tendo partindo de um ideal de beleza perfeita, comparamos com o máximo da perfeição.

Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto, a Nobreza absoluta, etc. Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.

Quinta via - Inteligência Ordenadora
Os seres irracionais agem com um objetivo. Pode-se comprovar isto porque agem sempre da mesma maneira para conseguir o que mais convém. Não agem por acaso, agem intencionalmente, por exemplo um cão que obedece o dono para ganhar uma recompensa. O que não é racional somente pode atingir uma meta se é dirigido por alguém que é racional. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus.

Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.

Essa ordem do universo e de tudo que ele contém é que leva muitos cientistas a afirmar a existência de Deus. O cientista Patrick Glynn, Ph.D., formado em Harvard (EUA) e Cambridge (Inglaterra), afirmou que o universo não é aleatório e parece ter um principio antrópico. Brandon Carter e outros cientistas descobriram uma série de misteriosas “coincidências” no universo, cujo único denominador comum era preparar o aparecimento do homem. A mínima alteração das forças fundamentais da Física – gravidade, eletromagnetismo, a sólida energia nuclear ou a fraca energia nuclear – teria como resultado um universo irreconhecível e completamente adverso a possibilidade de vida. O universo foi criado na perfeição, num equilíbrio perfeito cuja meta era o homem.

A complexidade do universo, da natureza e do próprio funcionamento do corpo humano somente pode ter sido fruto de uma inteligência criadora.

Daniel Godri afirma: “O espermatozóide que gerou você “concorreu” com 360 milhões de outros, chegando em primeiro lugar ao óvulo. Cada um de nós foi uma simples célula, mas hoje temos 60 trilhões delas, mais do que as estrelas do céu. Nosso corpo tem 200 ossos, 560 músculos, mais de 8 quilômetros de fibras nervosas, 4 milhões de estruturas sensíveis ao tato; nosso sangue percorre 270.000 km/dia, percorrendo mais de 70 mil veias, artérias e vasos capilares, para que a vida aconteça. Os nossos pulmões mandam 23.160.000 litros de sangue para o corpo, durante o ano. O coração em um único dia bate mais de 103.000 vezes, cerca de 36 milhões de batida por ano. Nossos olhos possuem mais de 100 milhões de receptores que nos dão a possibilidade de discernir as cores, o dia da noite, e contemplar as belezas da natureza. Nossa pele se renova sem cessar a cada micro de segundo, sem alterar a sua forma. Nossos ouvidos possuem 24 mil fibras que vibram a cada som, cada palavra. Nosso cérebro tem mais de 10.000 km de fios e cabos; 13 bilhões de células nervosas e pode processar até 30 bilhões de “bits” por segundo (um computador inimaginável!). Nosso sistema nervoso contém cerca de 28 bilhões de neurônios, sendo cada um minúsculo computador auto-suficiente capaz de processar 1megabit (1 milhão de bits). Será que o acaso poderia fabricar tudo isto? É lógico que não. Então, Deus existe! E se Ele existe, você não pode ficar indiferente a Ele. A felicidade é impossível sem o descobrir e o obedecer.”

Catecismo da Igreja Católica

D.14.3 Existência de Deus

§31 Criado à imagem de Deus, chamado a conhecer e a amar a Deus, o homem que procura a Deus descobre certas "vias" para aceder ao conhecimento de Deus. Chamamo-las também de "provas da existência de Deus", não no sentido das provas que as ciências naturais buscam, mas no sentido de "argumentos convergentes e convincentes" que permitem chegar a verdadeiras certezas.

Estas "vias" para chegar a Deus têm como ponto de partida a criação: o mundo material e a pessoa humana.

§33 O homem: Com sua abertura à verdade e à beleza, com seu senso do bem moral, com sua liberdade e a voz de sua consciência, com sua aspiração ao infinito e à felicidade, o homem se interroga sobre a existência de Deus. Mediante tudo isso percebe sinais de sua alma espiritual. Como "semente de eternidade que leva dentro de si, irredutível à só matéria" sua alma não pode ter origem senão em Deus.

§34 O mundo e o homem atestam que não têm em si mesmo nem seu princípio primeiro nem seu fim último, mas que participam do Ser em si, que é sem origem e sem fim. Assim por estas diversas "vias", o homem pode aceder ao conhecimento da existência de uma realidade que é a causa primeira e o fim último de tudo, "e que todos chamam Deus"

§35 As faculdades do homem o tomam capaz de conhecer a existência de um Deus pessoal. Mas, para que o homem possa entrar em sua intimidade, Deus quis revelar-se ao homem e dar-lhe a graça de poder acolher esta revelação na fé. Contudo, as provas da existência de Deus podem dispor à fé e ajudar a ver que a fé não se opõe à razão humana.

§46 Quando escuta a mensagem das criaturas e a voz de sua consciência, o homem pode atingir a certeza da existência de Deus, causa e fim de tudo.

§48 Podemos realmente falar de Deus partindo das múltiplas perfeições das criaturas, semelhanças do Deus infinitamente perfeito, ainda que nossa linguagem limitada não esgote seu mistério.

§286 Sem dúvida, a inteligência humana já pode encontrar uma resposta para a questão das origens. Com efeito, a existência de Deus Criador pode ser conhecida com certeza por meio de suas obras, graças à luz da razão humana, ainda que este conhecimento seja muitas vezes obscurecido e desfigurado pelo erro. É por isso que a fé vem confirmar e iluminar a razão na compreensão correta desta verdade: "Foi pela fé que compreendemos que os mundos foram formados por uma palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas" (Hb 11,3).



Fontes:
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/377/37/
http://temaspolemicosigreja.blogspot.com.br/2010/10/existencia-de-deus.html
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/ciencia-e-fe/page/6/

27 de mar. de 2012

Pescando sereias na rede de Jesus




Nos grupos da Igreja formados por jovens – Crisma, pastorais e movimentos em geral – há uma figura quase tão onipresente quanto o próprio Cristo: o católico bico-doce. Ele arranca suspiros das menininhas com seu discurso espiritualizado, e encanta especialmente as novatas com a sua calorosa “acolhida”.

No campo da pegação, cada um luta com as armas que tem: uns exibem os músculos, outros o carro… O bico-doce exibe a sua aura de piedade cristã. Esperto, carismático e extrovertido, ele passa a imagem de fiel convicto, mas está ali mesmo pra beijar na boca (entre otras cositas mas).

Esse tipinho conhece bem o seu eleitorado: sabe que as garotas de 14 a 18 anos, não sendo ainda suficientemente calejadas pelas decepções amorosas da vida, dificilmente resistirão ao seu charme de galã de sacristia.

A existência do bico-doce seria cômica, se o seu efeito no Corpo da Igreja não fosse tão danoso. O bico-doce semeia a descrença. Vendo-o tratar as garotas como alvos de abate, os que ainda engatinham na estrada da fé terão dificuldades para crer que o cristão é de fato “templo do Espírito Santo”, e que cada pessoa é especial, é dom de Deus.

A comunidade de fé é o lugar onde os jovens são chamados a testemunhar como a forma que um rapaz e uma moça se olham e se relacionam pode ser iluminada pela doce Presença de Cristo. Porém, vemos entre nós ser replicado o triste modelo de azaração das boates e festinhas mundanas: o cara chega junto, consegue o que quer e depois vaza. A fila anda, né?

O mais incrível disso tudo é que, não raro, o bico-doce exerce alguma função de liderança dentro do grupo. Atua como auxiliar do sacerdote, do coordenador, do catequista… ou é ele mesmo o próprio catequista!

Enfim, se você é um bico-doce fica o aviso: Deus lhe pedirá contas por você achar que a Igreja é a casa da Mãe Joana. Seja esperto de verdade! Experimente viver a atração pelas meninas, o namoro e as amizades conforme o Evangelho, e veja se você não se realizará bem mais do que se continuar com essa palhaçada!


"Respondeu-lhe Jesus. “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna. (Mc 10:29-30)"


Viu só? Renuncie a ser um lascivo leviano e seja cem vezes mais feliz. Nesta e na outra vida!

E, se você é uma católica jovem, aí vai o meu momento “tia velha”: dê-se o respeito, menina! Até porque, o homem da sua vida pode passar por você e nem te dar bola, simplesmente porque você está ocupada perdendo tempo com quem só quer fazer de você um “parquinho de diversões”.Se liga! Se você não proteger a sua dignidade, ninguém vai fazer isso por você. Seja inteligente!

Fonte: O Catequista

5 de mar. de 2012

"A busca da sabedoria", por São Bernardo de Claraval



Dos Sermões de São Bernardo de Claraval, abade e doutor da Igreja

(Sermo dediversis15:PL 183,577-579)
(Séc.XII)
A busca da sabedoria

Trabalhemos pelo alimento que não se perde. Trabalhemos na obra de nossa salvação. 

Trabalhemos na vinha do Senhor, para merecermos receber o salário de cada dia. 

Trabalhemos na sabedoria, pois esta diz: Quem trabalha em mim, não pecará. O campo é o mundo, diz a Verdade. Cavemos nele, pois aí está um tesouro escondido.Vamos desenterrá-lo! É assim a sabedoria, que se extrai de coisas ocultas. Todos nós a buscamos, todos nós a desejamos.

Foi dito: se quereis procurá-la, procurai. Convertei-vos e vinde! Queres saber do que te converter? Afasta-te de tuas vontades. Mas se não encontro em minhas vontades, onde então encontrarei a sabedoria? Minha alma deseja-a ardentemente; se vier a encontrá-la, isto não me basta. Cumpre pôr em meu seio uma medida boa, apertada, sacudida e transbordante. 

Tens razão. Feliz é o homem que encontra a sabedoria e que está cheio de prudência. 

Procura-a, pois, enquanto podes encontrá-la; e enquanto está perto, chama-a!

Queres saber como está perto a sabedoria? Perto está a palavra, no teu coração e na tua boca; mas somente se a procurares de coração reto. No coração encontrarás a sabedoria, e a prudência fluirá de teus lábios. Cuida, porém, de tê-la em abundância e que não te escape como num vômito.

Na verdade, se encontraste a sabedoria, encontraste mel. Não comas demasiado, para que, saciado, não o vomites. Come de modo a sempre teres fome. A própria sabedoria o diz: 
Aqueles que me comem, ainda têm fome. Não julgues já teres muito. Não te sacies para que não vomites e te seja retirado aquilo que pareces possuir, por teres desistido de procurar antes do tempo. Pelo fato de a sabedoria poder ser encontrada enquanto está perto, não se deve deixar de buscá-la e invocá-la. De outro modo, como disse ainda Salomão: assim como não faz bem a alguém tomar o mel em demasia, assim quem perscruta a majestade, sente-se oprimido pela glória.

Feliz o homem que encontra a sabedoria. Feliz, ou, antes, muito mais feliz quem mora na sabedoria. Talvez Salomão queira aqui significar a superabundância. São três as razões de fluírem em tua boca a sabedoria e a prudência: se houver nos lábios primeiro a confissão da própria iniqüidade; segundo a ação de graças e o canto de louvor; terceiro a palavra de edificação. Na verdade pelo coração se crê para a justiça, pela boca se confessa para a salvação. De fato, começando a falar, o justo se acusa. Depois, engrandece ao Senhor. Em terceiro, se até este ponto transborda a sabedoria, deve edificar o próximo.

http://www.liturgiadashoras.org/oficiodasleituras/6segundaTC.html

24 de fev. de 2012

Quaresma, a luta contra o pecado

‘Se não fizerdes penitência, todos perecereis’

Desde o início do Cristianismo a Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de se chegar à conversão. Ela nos faz lembrar as palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). Se não deixarmos o pecado, não poderemos ter a vida eterna em Deus; logo, a atividade mais importante é a nossa conversão, renunciar ao pecado.

Nada é pior do que o pecado para a vida do homem, da Igreja e do mundo, ensina a Igreja; por isso Cristo veio, exatamente, “para tirar pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Ele é o Cordeiro de Deus imolado para isso.

São Paulo insiste: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (cf Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6, 1-2).

A Quaresma nos oferece, então, esse “tempo favorável” para deixarmos o pecado e voltarmos para Deus. E para isso fazemos penitência. O seu objetivo não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.

A melhor Penitência, sem dúvida, é a do Sacramento que tem esse nome. Jesus instituiu a Confissão em Sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (cf. Jo 20,22) dizendo-lhes: “A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Além do Sacramento da Confissão a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade: sobretudo as recomendadas por Jesus no Sermão da Montanha (cf. Mt 6,1-8): “O jejum, a esmola e a oração”, chamados pela Igreja de “remédios contra o pecado”.

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos dar esmolas; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm como objetivo livrar-nos do pecado. O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas (gula, ira, inveja, soberba, ganância, luxúria, preguiça) não dominem a nossa vida e a nossa conduta.

A oração fortalece a alma no combate contra o pecado. Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7). E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a 
misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).

“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados” (Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” (Eclo 29,15).Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual: fazer o jejum que consegue (cada um é diferente do outro); pode ser parcial ou total. Pode, por exemplo, deixar de ver a TV, deixar de ir a uma festa, a uma diversão, não comer uma comida de que gosta ou uma bebida; não dizer uma palavra no momento de raiva ou contrariedade, não falar de si mesmo, dar a vez aos outros na igreja, na fila, no ônibus; ser manso e atencioso com os outros, perdoar a todos, dormir um pouco menos, rezar mais, ir à Santa Missa durante a semana… Enfim, há mil maneiras de fazer boas penitências que nos ajudam a fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria.

A penitência não é um fim em si mesma; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.

Prof. Felipe Aquino

7 de fev. de 2012

Deus pode tudo, mas não pode forçar você a amá-Lo

Por que Deus se esconde?
Se Deus quer a salvação de todos, por que então alguns nascem pagãos ou ateus?






A pergunta é um falso problema.
Se Deus é onipotente, pode e sabe tudo, por que já não nos deu a evidência, a clareza de sua existência de tal forma que não fosse necessário buscá-lo continuamente. Por que Deus não se impõe?
Pela própria natureza da verdade e do amor divinos. Ele é uma verdade tal que quem o vir face a face não será capaz de resistir, de dizer não. Não poderíamos então escolher e amar livremente, dizer quero ou não quero.
Na sua infinita bondade Deus quer filhos que O amem livremente. Isto faz parte da natureza do amor da criatura.
Deus pode tudo, mas não pode forçar você a amá-Lo. Se fizesse isso, não seria amor que, por definição, precisa ser livre e espontâneo. Por isso Deus, na sua bondade, se esconde de nós para que, atraídos por Ele de forma indireta, possamos livremente buscá-Lo, livremente amá-Lo e livremente servi-Lo. Então poderemos viver a alegria plena.
Nosso amor eterno por Deus depende da liberdade exercida enquanto ainda não o vemos face a face. Por isso é que precisamos levar esta vida muito a sério.

Existem pessoas atéias porque existe a liberdade.
Porém, ninguém é ateu naturalmente. Deus nos criou voltados para Ele. A tendência natural do ser humano é a fé. A falta de fé é algo contrário à natureza humana e destrói o ser humano, ninguém é ateu e é feliz, tranquilo e realizado. Ser ateu é necessariamente uma posição contrária à natureza e exige esforço.
Por isso que o futuro da humanidade jamais será o ateísmo.
Hoje devemos temer o neopaganismo e lutar contra a idolatria, contra os deuses falsos.
O racionalista moderno infla o ego e acha que não precisa de Deus. Mas assim que a pessoa abraça essa idéia, percebe-se que sua vida está cheia de deuses falsos, mesmo que ela não o admita.

A maior parte dos ateus dos séculos 19 e 20 tiveram deuses falsos e não foram ateus, mas caíram na idolatria de Adão e Eva quando a serpente disse 'sereis como deuses' e também eles quiseram ser deuses.

Fonte: http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1223

31 de jan. de 2012

Cartas de um demônio ao aprendiz



Meu Caro Vermebile,

Compreendo o que você diz sobre guiar o seu paciente em suas leituras e também fazer de tudo para que ele sempre tenha encontros com seu amigo materialista. Mas você não está sendo um pouquinho ingênuo nesta tarefa? Parece-me que você vê a argumentação como o melhor arma para mantê-lo afastado do Inimigo(Deus). Isso até seria aceitável, se seu paciente tivesse vivido alguns séculos atrás. Naquele tempo, os humanos sabiam muito bem quando algo havia sido provado ou não. Em caso afirmativo, os homens a aceitavam e mudavam sua maneira de agir e de pensar, somente seguindo uma corrente de raciocínio. No entanto, devido à imprensa semanal e a armas semelhantes, alteramos bastante este contexto.

Parta do princípio que seu paciente já se acostumou desde criança a ter uma dúzia de filosofias diferentes dançando em sua cabeça. Ele não usa o critério de “VERDADEIRO” ou “FALSO” para classificar cada doutrina que lhe apareça (seja do Inimigo ou nossa), e sim, ele verifica se a doutrina é “Acadêmica” ou “Prática”, “Antiquada” ou “Atual”, ” Aceitável” ou “Cruel”. O jargão, e não a argumentação lógica, é o seu melhor aliado para lhe afastar da Igreja. Não perca tempo tentando levá-lo a acreditar que o Materialismo seja verdadeiro (sabemos que não é). Faça-o pensar que ele é algo sólido, ou óbvio, ou audaz – enfim, que é a Filosofia do Futuro! Este é o tipo de coisas que lhe despertarão a atenção.

Percebo que você tem intenções produtivas, mas há um problema muito grande quando tentamos persuadir o paciente a passar para nosso lado pelo emprego de argumentos e lógica: isto conduz toda a luta para o campo do Inimigo(Deus), ele também sabe argumentar muito bem (e melhor do que nós). Por outro lado, no que diz respeito à propaganda prática (ainda que falsa) que lhe sugeri, Ele tem se mostrado por séculos bem inferior ao Nosso Pai lá de Baixo. Pela pura argumentação, você despertará o raciocínio do paciente; uma vez que a razão dele desperte, quem poderia prever o resultado?

Veja que perigo! Mesmo que uma cadeia de raciocínio lógico possa ser torcida de modo a nos favorecer, isso tende a acostumar o paciente ao hábito fatal de questionar as coisas, analisando as mesmas com visão geral, e desviando-se das experiências ditas “concretas”, que na verdade são apenas experiências sensíveis e imediatas. Sua maior ocupação deve ser portanto a de prender a atenção da vítima de modo a jamais se libertar da corrente do “Se eu vejo, creio!”. Ensine-o chamar esta corrente “Vida Real”, e jamais deixe-o perguntar a si próprio o que significa “Real”.

Lembre-se: ele não é, como você, um espírito puro. Como você jamais foi humano (E abominável a vantagem do Inimigo neste ponto) você não percebe o quanto os humanos são escravizados à rotina. Certa vez, tive um paciente, ateu convicto, que costumava fazer pesquisas no Museu Britânico. Certo dia, enquanto ele lia, notei que em sua mente um pensamento tentava levá-lo para o caminho errado. Com efeito, o Inimigo ali estava ao seu lado, naquele momento. Em um piscar de olhos, vi o meu trabalho de vinte anos começando a desmoronar. Se tivesse entrado em pânico e tentado argumentar, eu estaria irremediavelmente perdido. Mas não fui tolo a esse ponto! Recordei da parte da vítima que mais estava sob meu controle e lembrei-lhe que estava na hora de almoçar. O Inimigo acho lhe fez uma contra-sugestão (você bem sabe como é difícil acompanhar aquilo que Ele lhes diz) de que a questão que lhe surgira na mente era mais importante do que o alimento. Penso ter sido essa a técnica do Inimigo porque quando lhe disse “Basta! Isto é algo muito importante para se meditar num final de manhã…”, vi que o paciente ficou satisfeito. Assim, arrisquei dizer: “E muito melhor se você voltar ao assunto depois do almoço e estudar o problema com cabeça mais fresca. Não havia acabado a frase e ele já estava no meio do caminho para a rua. Na rua, a batalha estava ganha. Mostrei-lhe um jornaleiro gritando “Olha o Jornal da Tarde”, e o Ônibus No.73 que ia passando, e antes que ele tivesse dado muitos passos, eu o tinha convencido de que sejam lá quais forem as idéias extraordinárias que possam vir à mente de alguém trancado com seus livros, basta uma dose de “Vida Real” (que ele entendia como o ônibus e o jornaleiro gritando) para persuadi-lo que “Aquilo Tudo” não podia ser verdade de jeito nenhum.


A vítima escapara por um fio, e anos mais tarde, gostava de se referir àquela ocasião como “senso inarticulado de realidade, que é o último salva-vidas contra as aberrações da simples lógica”. Hoje, ele está seguro, na Casa de Nosso Pai. Começa a perceber ? Graças a processos que ensinamos em séculos passados, os homens acham quase impossível crer em realidades que não lhes sejam familiares, se estão diante de seus olhos fatos mais ordinários. Insista pois em lhe mostrar o lado comum das coisas. Acima de tudo, não faça qualquer tentativa de usar a Ciência (digo, a verdadeira) como defesa contra o Cristianismo.

Certamente, as Ciências o encorajariam a pensar em realidades que a visão e o tato não percebem. Tem havido tristes perdas para nós entre os cientistas da Física. Se a vítima teimar em mergulhar na Ciência, faça tudo que você puder para dirigi-la para estudos econômicos e sociais, acima de tudo, não deixe que ela abandone a indispensável “Vida Real”. Mas o ideal é não deixar que leia coisa alguma de Ciência alguma, e sim lhe dar a idéia de que já sabe de tudo e que tudo que ele assimila das conversas nas “rodinhas” são resultados das “descobertas mais recentes”. Não se esqueça que sua função é confundir a vítima. Pela maneira como alguns de vocês, diabos inexperientes falam, poderiam até pensar (que absurdo!) que nossa função fosse ensinar!

Afetuosamente, seu tio, Fitafuso.

LEWIS, C.S., Cartas de um diabo ao seu aprendiz. [Tradução revista por Silva Mendes] 1a. Edição. EUA. HARPERCOLLINS UK, 1990.

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/blog/espiritualidade/cartas-de-um-demonio-ao-aprendiz/

26 de jan. de 2012

Os ensinamentos de São Paulo

Quero meditar com você um pouco daquilo que o apóstolo Paulo deixou como ensinamento para nós cristãos. As treze cartas dele são a base para a teologia católica. Nas duas cartas que ele escreveu para São Tito e São Timóteo, que eram bispos, deu todas as direções de como deveria ser a Igreja. Essas direções são seguidas até hoje pela Igreja.

Um ponto muito importante é sobre a evangelização. O apóstolo dos gentios diz que pregar o Evangelho, para ele, não é motivo de glória, mas, sim, uma missão que lhe é imposta. “Ai de mim se não evangelizar”, afirma.

Paulo tinha como lema evangelizar; o resto para ele não tinha importância. Nós também devemos pensar assim! Evangelizar não significa que devemos obrigar todos a serem bons cristãos, mas devemos anunciar; não impor, mas propor. O mais miserável dos cristãos é aquele que não evangeliza sua família. Os jovens, hoje, não sabem quase nada de religião. Antigamente, os catequistas eram os pais, lamentavelmente, a família está sumindo. Muitas crianças não sabem nem quem é Jesus e muitos pais vivem como se Deus não existisse.

A primeira evangelização tem que ser da criança, pois ela é mais fácil de ser evangelizada. Mas, para isso, é preciso que a mãe e o pai a evangelize. Se eu tivesse um medalha de ouro, a daria para um bom catequista que evangeliza as crianças e fala de Deus para elas.

São Paulo disse a Timóteo: “Prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente [...]. Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação” (II Timóteo 4.2a.3a). As pessoas, hoje, se atiram às fábulas; aparece qualquer um com seitas e as pessoas vão atrás, largam o Cristianismo. Portanto, você, cristão católico, pregue insistentemente a verdade!

Paulo disse que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. A grande vontade de Jesus é que ninguém se perca. O Senhor disse que quando Ele encontra a ovelha perdida fica mais feliz do que com as 99 que não se perderam. Isso nos deve dar vontade de evangelizar! Imaginem a festa que vai haver no céu com as ovelhas perdidas que retornaram ao Senhor. Se você converter apenas duas pessoas, seu marido e seu filho, vai haver uma festa no céu.

Por que eu preciso evangelizar? Porque Deus ama a todos e deu o Sangue por cada um de nós! O amor de Cristo me constrange, me deixa envergonhado, Ele morreu por mim. São Ligório dizia que se existisse somente você, Jesus morreria somente por você. O amor de Cristo é individual, por isso, precisamos dar uma resposta a Ele. Semeie o Evangelho, seja pessoalmente, seja pela internet, ou qualquer outro meio.

A força mais poderosa para se evangelizar é a santidade. Quem é que mudou o mundo? Os santos! E nenhum deles usou a rádio, a internet, a televisão. Eles usaram a Palavra de Deus, evangelizaram com sua santidade. Santa Terezinha do Menino Jesus entrou no convento com 15 anos e morreu com 24; nunca fez palestra para ninguém, só escreveu um livro porque foi obrigada, mas evangelizou porque ela era santa.

A evangelização é importantíssima, mas, antes de cuidar do irmão precisamos cuidar da nossa evangelização, senão começamos a dar contratestemunho e as obras não adiantaram de nada. Nós nascemos predestinados para o céu.

A Igreja é a coluna e o alicerce da verdade, sem ela ninguém se salva. O credo se reza há dois mil anos e por que não muda? Porque o que é verdade não muda. A Igreja não tem dúvida daquilo que é essencial para nossa salvação.

Já tivemos 266 Papas, nunca um Pontífice cancelou um ensinamento da Igreja. Nunca na história dos 21 Concílios se cancelou uma doutrina da Igreja. São Paulo diz que Deus quer que todos se salvem, que cheguem à verdade e é por isso que, hoje, para sermos evangelizadores como o grande apóstolo, precisamos ser fiéis à Igreja.

Mas você pode dizer: “A Igreja errou no passado”. Uma coisa são os erros dos filhos da Igreja, outra coisa é a Igreja, que é santa. Os erros são nossos; houve, sim, Papas pecadores, bispos que erraram, que se tornaram até hereges. A Igreja tem muitos filhos indignos, mas ela é santa, tem muitos santos. A Igreja Católica já canonizou mais de 20 mil santos.

Ninguém ama a Cristo se não ama a Igreja. Muitos casamentos não dão certo porque não teve amor; tem muito amor falso, tem muita gente vivendo apenas um sentimentalismo. Jesus é o modelo de amar e, assim, nos ensinou a amar: “Amais-vos como eu vos amei”. Não existe amor sem cruz, sem renúncia. Não existe amor por alguém se você não disser “não” para você. O dia em que nos amarmos como Cristo nos amou o mundo vai mudar.

Prof. Felipe Aquino
(artigo transcrito de pregação em 25/01/2009)

24 de jan. de 2012

São Francisco de Sales - 24/01



Bispo e doutor da Igreja (memória)

''Se erro, prefiro que seja por excesso de bondade que por demasiado rigor." Nessa afirmação está o segredo da simpatia que são Francisco desfrutava entre os seus contemporâneos. Nasceu em 1567 no castelo de Sales (nobre família em Sabóia). A extraordinária mansidão que possuía era fruto de muitos esforços e trabalhos e não algo de inato como tantos podiam pensar. Certa vez disse: "Vocês querem que eu perca num quarto de hora aquele pouco de mansidão que adquiri em vinte anos de lutas?"

Laureou-se em jurisprudência pela universidade de Pádua, decepcionou as pretensões do pai, quando aos 26 anos, abraçou a carreira eclesiástica. Queria pregar o Evangelho entre os calvinistas de Genebra. Os resultados das pregações estavam sendo escassos. Resolveu então imprimir volantes e colocá-los debaixo das portas, nos muros e por toda a parte. Por isso ele tornou-se o patrono dos que se servem da escrita para difundir as verdades reveladas por Deus. Ainda assim não teve muito sucesso.

O duque de Saboia quis ajudá-lo, mas estava por fora dos esquemas do santo, pois era intolerante. Ele preferiu batalhar sozinho com toda a caridade e mansidão. Escreveu dois tratados que lhe deram o título de doutor da Igreja: introdução à vida devota e Tratado do amor de Deus.Este último serviu para muitos hereges voltarem à Igreja.

Aos trinta e dois anos era bispo auxiliar e dois anos mais tarde já era bispo titular de Genebra. Introduziu na diocese as reformas do concílio de Trento. Foi diretor espiritual de S. Vicente de Paulo e de S. Francisca de Chantal (com ela fundou a Ordem da Visitação). Morreu em Lião em 28 de dezembro de 1622. Foi canonizado em 1655. Sua festa é celebrada, conforme o novo calendário, no dia 24 de janeiro, dia em que seu corpo foi levado à sepultura definitiva, em Anecy.

Fonte: Um Santo para cada dia - Mário Sgarbossa e Luigi Giovannini

26 de dez. de 2011

Santo Estevão, Protomártir


Hoje, 26 de dezembro, a Igreja comemora o dia de Santo Estevão, a quem se chama "protomártir" porque foi o primeiro mártir de toda a história católica. Santo Estevão é um dos sete primeiros Diáconos nomeados e ordenados pelos Apóstolos; falou e defendeu muito bem Jesus, o que entre os judeus gerou certo desconcerto. Por tal razão, a tradição assinala que foi levado ante o Tribunal Supremo da Nação, o Sanedrín, para ser acusado com falsas testemunhas, os quais argumentaram que Estevão afirmava que Jesus ia destruir o templo e a acabar com as leis de Moisés. (At 6)

Entretanto, o santo não se atemorizou, e pelo contrário, pronunciou um impressionante discurso no qual foi recordando toda a história do povo do Israel (At 7) e através do qual exortou aos judeus a retificar, repreendendo-os por ter chegado ao extremo de não só não reconhecer ao Salvador, mas também de havê-lo, além disso, crucificado.

Cheios de ira, estes o arrastaram fora da cidade e o apedrejaram. O seu martírio ocorreu entre o ano 31 e 36 da era cristã.

Os que o apedrejavam deixaram seus vestidos junto a um jovem chamado Saulo (o futuro São Paulo, que se converterá pelas orações deste mártir) e que aprovava aquele delito. Enquanto o apedrejavam, Estevão dizia: "Senhor Jesus, recebe meu espírito". E de joelhos disse com forte voz: "Senhor, não lhes leves em conta este pecado". E dizendo isto, morreu.

Os cristãos o resgataram e deram a seu corpo digna sepultura.

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At 7, 51-60:
'Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, resistis sempre ao Espírito Santo, vós sois como os vossos pais. Qual dos profetas não perseguiram os vossos pais, e mataram os que prediziam a vinda do Justo que vós agora traístes e assassinastes? Vós que recebestes a Lei promulgada pelo ministério dos anjos e não a guardastes'. Ao ouvirem estas palavras, exasperaram-se nos seus corações e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, cheio do Espírito Santo, tendo os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus e disse: 'Vejo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus'. E levantando um grande clamor, fecharam os olhos e, em conjunto, lançaram-se contra ele. E lançaram-no fora da cidade e apedrejaram-no. E as testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um jovem, chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão que invocava Deus e dizia: 'Senhor Jesus, recebe o meu espírito'. Depois, tendo posto os joelhos em terra, gritou em voz alta: 'Senhor, não lhes contes este pecado'. E dizendo isto, adormeceu".

Santo Estevão, rogai por nós!

12 de dez. de 2011

Nossa Senhora de Guadalupe


Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego para que fosse até o Bispo, pedindo que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.


O Bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Foi quando Juan Diego estava indo buscar um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."

O Bispo viu não somente as rosas - que só davam em Castela, na Espanha, de onde o bispo era procedente, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: "Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o Santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já dura há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. Pois nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do Bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Disse o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja. Deus não agiu assim com nenhuma outra nação".

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII a 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou à Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

16 de nov. de 2011

Deus chama todos à oração

Amados, nós do Santos ou Nada queremos anunciar com muito amor e alegria que ganhamos mais um colaborador e membro: Cláudio Amorim, seminarista da Arquidiocese da Paraíba.
Deus seja louvado por esse Sim que hoje ele dá, não para nós, mas para Deus. Que a Virgem do Silêncio possa guiar cada palavra e pensamento que será transcorrido por ele, a cada post nesse blog.
E, como não podia ser diferente, para bem marcar essa estréia, tá aqui um belíssimo texto de sua autoria:




Deus chama todos à oração


A última parte do Catecismo da Igreja Católica é dedicada à oração cristã. A oração deveria ser – como a respiração, como as batidas do coração – uma coisa normal, co –natural, na vida de cada ser humano. De fato, a primeira reação da criatura humana quando descobre a seu criador – como sucede com o pai e a mãe para o recém nascido – é chamar-lhe, falar-lhe, comunicar-se com Ele, trata-lo. E isto é a oração: falar com Deus, a quem reconhecemos como nosso Senhor, a quem devemos tudo o que temos e somos e a quem, portanto, devemos mostrar reverência e agradecimento, ao mesmo tempo em que expomos a Ele as nossas necessidades e lhe pedimos perdão se não temos correspondido a Seu amor providente e misericordioso. Alguém já disse que “nunca o homem é tão grande como quando está de joelhos”, significando que orar é uma obrigação para a criatura, ao mesmo tempo em que nos eleva à dignidade de podermos dialogar com Deus, o Criador do universo e a fonte de todo bem.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. O que é a oração

A oração é algo tão grande que corremos o risco de rebuscar uma definição solene e surpreendente. O velho catecismo diz, com toda a simplicidade, que “orar é falar com Deus”. E, de fato, se uma pessoa põe-se a falar com Deus – com palavras ou sem palavras – movida pela fé, a humildade e a confiança, está fazendo oração. São João Damasceno diz que é “a elevação da alma a Deus”. Santa Teresa de Jesus explica que a oração é “Tratar de amizade com Deus, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”. Fiquemos, pois, com esta idéia: orar é falar com Deus; ou, se preferir, “um diálogo com Deus, um diálogo de confiança e de amor”, como ensina o Papa João Paulo II, com o fim de adora-Lo, dar-Lhe graças, implorar o perdão e pedir o que precisamos. Falar com Deus, que é o Criador e Senhor nosso, da mesma maneira que falamos com as pessoas que amamos.

2. A oração é essencial para o ser humano

A oração é o resultado do conhecimento e reconhecimento de Deus, Criador, e do conhecimento e reconhecimento da criatura. O conhecimento de Deus se adquire – ainda que seja de forma confusa – à medida que se vão desenvolvendo os conhecimentos, pois necessariamente o ser humano percebe que depende dos outros. Não é ele quem deu a si mesmo a vida, mas a recebeu de alguém; e outro tanto acontece com tudo o que necessita. Por pouco que os pais e educadores colaborem, a criança descobre a Deus com facilidade. Por isso, as crianças rezam tão bem; os que não rezam ou rezam mal são os mais velhos, que se tornam egoístas e orgulhosos e pedem razões a Deus. E da mesma forma que fala com os pais e os chama, e pede-lhes o que precisa, e os beija e abraça, assim, sentem a necessidade de manifestar o mesmo amor, carinho e confiança para com Deus; e como a Deus não podem vê-Lo, estas expressões todas se convertem em oração. Por outra parte, e em correlação a isso, ao conhecer-se a si mesmo, a criatura humana sabe de sua limitação e de suas necessidades, e abre-se a Deus em oração, para que Ele nos ajude a resolvê-las.

3. A oração no Antigo Testamento

O Antigo Testamento apresenta o exemplo dos grandes patriarcas, que foram homens de oração: Abraão, Jacó, Moisés, Davi e os profetas; falavam com Deus como se fala com um amigo, porque Deus, de fato, assim o é. Os Salmos são uma obra mestra de oração dos homens do Antigo Testamento e continuam a ser uma peça fundamental da oração da Igreja. Aí colocaram suas necessidades e sua esperança, que olhava sobre tudo para a vinda do Salvador, tão anelada e suplicada.

4. A oração de Jesus

O Verbo encarnado, Filho único de Deus, faz seus discípulos entrarem na intimidade do Pai com o Espírito Santo, sendo modelo perfeito de oração. Ele ensina a tratar a Deus com o exemplo e com a pedagogia de uma instrução precisa: “Pai nosso...”.
a) Jesus ora. O Evangelho conta com freqüência que Jesus se entregava à oração, e às vezes na solidão, em segredo. Na oração de Jesus transparecia a identificação com a vontade do Pai até a cruz e a absoluta segurança de ser escutado.
b) Jesus ensina a orar. Jesus ensinou seus discípulos a orar: Pai nosso; para reza-lo bem faz falta ter um coração limpo, uma fé viva e perseverante e audácia filial. O cristão ora como filho de Deus e reforça suas petições com a intercessão de Cristo, em cujo nome as apresenta ao Pai.
c) Jesus atende a oração. Mesmo que, muitas vezes, Jesus tomasse a iniciativa e se adiantava às necessidades, os milagres do Evangelho respondem, em numerosas ocasiões, à petição das pessoas que dele se aproximavam. Jesus escutava e atendia aquela oração.

5. A oração da Igreja

Ao longo dos anos, o cristão vai-se convencendo de que o importante é orar, e com esta experiência sabe, se não aprendeu antes,  que a Igreja vive em oração, que existe para orar. Assim pode-se compreender melhor a importância da oração – a inestimável ajuda das almas que rezam – e a necessidade de que cada um intensifique o trato com Deus. Por outra parte, é o Espírito Santo aquele que suscita nos cristãos a vida de oração, tão rica e variada: oração de adoração, de benção, de louvor, de petição, de intercessão, de ação de graças, de súplica pelo perdão, segundo os sentimentos que marcam a alma quando fala com Deus. O Espírito Santo é o mestre da oração cristã.

6. A oração de Nossa Senhora

Para descobrir e percorrer a senda da oração que agrada a Deus, a Virgem Maria vai a nossa frente, e nos ajuda a seguir por um caminho seguro. Ela meditava os acontecimentos em seu coração, diz São Lucas, em contínuo diálogo interior com Deus; Ela nos ensinou a orar com aquele Fiat (faça-se) fundamental e com o magnificat (seu hino de humildade e reconhecimento); Ela nos introduz no trato com Jesus, como em Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2,5); Ela inaugurou a oração da Igreja após a partida de seu Filho ao céu, reunida com os Apóstolos no Cenáculo, quando “perseveravam unânimes na oração com algumas mulheres, com Maria, a Mãe de Jesus” (Atos 1,14). Devemos ter como exemplo de oração a Ela, nossa Mãe.

7. Propósitos de vida cristã
  • Ter sempre muita vontade de melhorar nossa vida de oração, e lutar para isso.
  • Reservar sempre uns minutos no dia para falar com Deus, particularmente ao despertar e ao terminar o dia.


APRENDER A FAZER ORAÇÃO

“Senhor, ensina-nos a rezar” (Lucas 11,1), disseram um dia os Apóstolos a Jesus. E Jesus lhes ensinou o Pai Nosso. A nós acontece a mesma coisa, e muitas vezes sentimos a vontade de dizer a Jesus: Ensina-me a orar!; e isto acontece porque é preciso aprender a rezar. Normalmente, o cristão aprende a rezar com a família, que é a “Igreja doméstica”; desde muito pequenos, aos filhos são ensinadas as primeiras orações com as quais se dirigem a Deus, a Jesus, à Santíssima Virgem, aos anjos e aos santos. São orações simples e que se entranham na vida e na mente, e que são conservadas e transmitidas de pais para filhos. Esta realidade vivida em família, vive-se também particularmente na Igreja, que é “comunidade de oração”; se vivemos como bons filhos, esta boa mãe que é a Igreja nos ensinará a fazer oração e nos ajudará para que consigamos ser almas de oração.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. As fontes principais da oração

A voz que Deus quer ouvir é a nossa voz, a de cada um de seus filhos e filhas, saída de dentro do coração que ora; mas quer também reconhecer nela o timbre de sua própria palavra. Por isso dizemos que a fonte principal da oração é a Palavra de Deus. Na Sagrada Escritura, é Deus quem nos fala – Cristo nos fala – e nos ensina a orar. Aquele que lê a Sagrada Escritura aprende a orar. Também a Liturgia da Igreja, que anuncia, atualiza e comunica o mistério da salvação é oração. Agora, é a Igreja que nos ensina a rezar, e ora em nós e conosco. As virtudes teologais: fé, esperança e caridade, que se referem diretamente a Deus e nos comunicam com Deus quando vividas, tornam-se oração em nós...
Finalmente, os acontecimentos de cada dia: o trabalho, a vida de família, a amizade, o descanso..., são fontes de oração, ocasião de encontro com Cristo porque, como confessa São Josemaria Escrivá, “o tema de minha oração é o tema da minha vida”.

2. A quem se dirige a oração

A oração litúrgica ou oração pública da Igreja dirige-se normalmente a Deus Pai, por mediação de Jesus Cristo, o Filho, na unidade do Espírito Santo. A Trindade, portanto, na identidade de natureza e distinção das pessoas, é o término da oração da Igreja. A referência a Deus Pai é clara, posto que – como princípio sem princípio – é a fonte de toda graça e de todo bem. A mediação única de Jesus Cristo, por sua Santíssima Humanidade nós a aprendemos de sua própria missão e das palavras de São Paulo. E a intervenção do Espírito Santo vem demonstrada pelo fato de dizer-nos que “o mesmo Espírito vem em ajuda de nossa fraqueza, porque nós não sabemos pedir o que nos convém; mas o mesmo Espírito advoga por nós com gemidos inefáveis” (Romanos 8,26). Desta forma, a oração da Igreja serve como orientação para a oração pessoal, para que aconteça por este sulco verdadeiro da comunicação com Deus uno e trino; quer dizer que, a oração do cristão se dirige a Deus Pai por meio de Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Vai dirigida a Deus e só a Deus. Mas, dada a nossa condição humana – e Deus assim o quer porque participou a bondade da causalidade a suas criaturas – , para chegar a Deus mais facilmente interpôs-nos os anjos e os santos – e de modo singular a Mãe de Deus e São José – para que apresentem nossas necessidades ante Deus. Contando sempre com que são mediadores secundários, que nos ajudam ir a Deus.

3. Rezar em comunhão com a Santa Mãe de Deus

Desde o episódio de Cana: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2,5), a Virgem atua sempre da mesma forma, levando-nos a Jesus. Por isso, ainda que a mediação de Cristo seja única – Ele é o Mediador - , Deus quis associar Nossa Senhora a si, a sua obra redentora de um modo muito estreito. Como conseqüência, rezamos a Deus e oramos a Cristo, mas Maria é também – por seu exemplo e por sua atuação – um caminho seguro de oração. O canto de Nossa Senhora, no Evangelho de São Lucas, é um modelo de oração – desde a humildade – para agradecer as maravilhas que Deus nela operou; e nós, com Ela, louvamos a Deus. Além de rezar com Maria, acudimos a Ela para confiar-lhe nossas súplicas e louvores, sendo verdade que podemos orar com Maria e a Maria. Também nisto anda junto com seu Filho, e a silhueta da Virgem ajusta-se à de Cristo, de quem comenta Santo Agostinho: “Pede por nós, como nosso sacerdote; ora em nós como que se fosse nossa cabeça; a Ele dirigimos nossas súplicas, como a nosso Deus”.

4. A Ave Maria, a melhor oração à Virgem

Por ser Mãe de Deus e nossa Mãe, a Virgem intercede continuamente perante seu Filho, Jesus Cristo, por cada um de nós. Por isso acudimos a Ela com filial confiança, e podemos fazê-lo de muitas maneiras, ainda que a melhor forma seja a de rezar a Ave Maria, que recorda a saudação do Arcanjo, ao anunciar-lhe o mistério da Encarnação: “Ave, Maria, tu és cheia de graça, o Senhor está contigo”, junto com o louvor de Isabel: “Bendita és tu entre todas as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre” (Lucas 1, 28; 42). A Igreja completou estes louvores com a oração: “Santa Maria, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”. Mesmo sabendo que o centro da clemência está no sacratíssimo e misericordioso Coração de Jesus e no dulcíssimo Coração de Maria, muitas vezes recorremos à intercessão dos anjos e dos santos, que já contemplam e louvam a Deus e tem o encargo providencial de cuidar de nós enquanto peregrinamos para o céu. E como a Ave Maria é tão bonita – foi composta por Deus – e pensamos que nossa Mãe está presente em tudo, também aos anjos e santos os invocamos com a Ave Maria e o Pai Nosso.

5. A escola da piedade

A família cristã é a escola natural para educar os filhos na oração; mas a piedade se vê favorecida e completada pela pedagogia do sacerdote, das religiosas, dos catequistas, na catequese, nos grupos de oração e na direção espiritual.

6. Onde fazer oração

Podemos falar com Deus sempre e em todo lugar, porque Ele vê tudo, ouve tudo e está em todas as partes; sem dúvida, o lugar mais apropriado para orar é a Igreja, onde Deus está presente de maneira singular. No sacrário está Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, com seu corpo, sangue, alma e divindade; o mesmo que nasceu em Belém, viveu em Nazaré e morreu na cruz. Além disso, lá é celebrada a Santa Missa, que é a oração mais sublime e eficaz, porque é a oração de Cristo e da Igreja inteira unida a Ele, que é nossa Cabeça. Temos de amar muito a Santa Missa, e participar dela sempre que possível, porque é o momento no qual Cristo se oferece em adoração e ação de graças infinita, expiando os pecados e pedindo pelas necessidades de toda a humanidade.

7. Propósitos de vida cristã
  • Meditar a Ave Maria para compreender melhor o que se reza
  • Viver bem os detalhes de carinho e respeito quando se está na Igreja: uso da água benta, genuflexão perante o sacrário, inclinação de cabeça ante o Crucifixo e a imagem da Virgem, silêncio, modo de vestir-se, etc.... 

13 de nov. de 2011

Os mortos estão inconscientes no além?


- Alguém me disse que, após a morte de uma pessoa, ela fica como que dormindo, sem ter consciência de nada. A Bíblia ensina realmente essa idéia?

Não, a Bíblia não ensina essa idéia. Os que sustentam a crença da "dormição da alma" dizem que quando uma pessoa morre entra, então, em um estado de inconsciência que durará até a segunda vinda de Cristo. Alguns, inclusive, usam esse argumento para negar que os santos no céu podem interceder por nós, vez que supostamente estariam dormindo.

Isaías 14, 9-10 nos diz que os mortos estão ativos e falando; portanto, conscientes: "Sob a terra, o reino dos mortos se agita por ti, para dar-lhe as boas vindas; desperta as sombras de todos os grandes da terra e levantam-se dos seus tronos os reis dos povos. Todos se dirigem a ti e dizem: 'Tu também foste atirado ao solo e agora és idêntico a nós".

Em 1Pedro 3,19, Jesus prega às almas na prisão. Por que pregar-lhes se estavam... dormindo? Na história de Lázaro e o rico epulão (Lucas 16,19-31), Jesus nos mostra que os mortos estão conscientes.

Se os mortos estão inconscientes, pode-se perguntar como é que Jesus falou com [um] deles durante sua transfiguração (Mateus 17,3) e como eles podem oferecer nossas súplicas a Deus (v. Apocalipse 5,8), ou como eles podem se dirigir em alta voz para Deus (Apocalipse 7,10), ou como essas almas dormentes e inconscientes podem clamar "com uma voz bem forte: 'Santo e Justo Senhor: até quando esperarás para fazer justiça e vingar nosso sangue aos habitantes da terra?'" (Apocalipse 6,10). Quão forte é essa exclamação para quem se encontra inconsciente!

Em poucas palavras: como vemos, a Bíblia NÃO ensina que os mortos estão inconscientes, muito pelo contrário. Os que faleceram estão bem conscientes e até mais vivos que nós, nos envolvendo como "uma grande nuvem de testemunhas" (Hebreus 12,1).

Fonte: Veritatis Splendor

5 de out. de 2011

Primeiro registro histórico de uma Santa Missa


Desde o século II temos o testemunho de São Justino sobre as grandes linhas do desenrolar da Celebração Eucarística, que permaneceram as mesmas até os nossos dias. O relato, a seguir, data do ano de 155:

23 de set. de 2011

23 de Setembro: Dia de São Padre Pio

Quem foi Padre Pio?

Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.